• Bruno Souza

O que Santa Catarina precisa para crescer mais?



Em agosto a economia catarinense ficou praticamente estagnada, variando 0,06% negativamente. O principal motivo foi que ainda está se sentindo os efeitos da paralisação dos caminhoneiros. E mais: da instabilidade e incerteza política, infelizmente comum em período eleitoral no Brasil. O Estado têm tanto poder que ninguém se sente seguro de investir antes das eleições. Afinal, qual investidor colocará dinheiro antes de saber o projeto vencedor nas urnas?


Apesar disso, muitos podem acreditar que há alguns bons motivos para se animar: afinal, desde o início do ano, o PIB de Santa Catarina cresceu 2,8%, bastante acima da média nacional. Além disso, o Índice de Confiança Empresarial de Santa Catarina cresceu um pouco em outubro e agora está com 54,5 pontos. Isso sinaliza que empreendedores de Santa Catarina estão dispostos a, no curto prazo, tirar projetos da gaveta e investir: são mais empregos e geração de renda.


Apesar desses índices, se analisarmos todo o contexto dos últimos anos Santa Catarina não está tão bem. Em 2015, por exemplo, o PIB caiu em 109 das 295 cidades catarinenses. Houve município, como Capivari de Baixo, que perdeu em um único ano mais de um quinto de seu PIB. Naquele ano, todo o PIB catarinense despencou em 4,2%.

Entre 2014 e 2017 o PIB de Santa Catarina teve uma retração de 6,7%. Nós hoje estamos muito mais pobres do que éramos há 5 anos. Com uma queda tão grande, é fácil que a recuperação registrada fique maior.

O que precisamos para avançarmos mais? O nosso problema é a falta de Liberdade. O Brasil está em 144º entre 162 países avaliados pelo estudo anual do Instituto Fraser.

Todos os estudos mostram que quando há maior liberdade para os indivíduos o resultado é maior prosperidade e bem-estar geral. Há uma forte correlação entre os critérios deste estudo e o Índice de Desenvolvimento Humano, superior a 75%. Quanto maior a pontuação nele, significa dizer mais bem-estar para os cidadãos.

Existe uma receita de bolo para a prosperidade, mas ao cobrarmos muitos impostos  e regularmos de tudo, do grande industrial ao vendedor de picolé, nós vamos na contramão disso.

Precisamos de mais Liberdade e para isso reconhecer que o Estado muito ajuda quando não atrapalha é fundamental.

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